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MOTIVAÇÃO RELIGIOSA DAS GUERRAS
Era ainda uma criança quando certa vez perguntei a meu pai por quê havia guerras, o que levava um país a guerrear contra outro, pois não entendia qual o objetivo das mesmas. Meu pai então, calmamente me explicou que o motivo era econômico. Um povo, querendo conquistar mais riquezas, conseguir fontes de matéria prima e outros recursos que havia em determinado país, buscava na guerra a forma de conseguir o que queria. Fiquei com essa explicação durante muito tempo e observei que muitos professores, jornalistas e autores diversos, também a adotavam como correta.
Na medida que amadurecia e que adquiria mais conhecimentos, pude constatar que, embora um país pudesse lucrar com alguma aquisição de território e riquezas, esse não era o motivo original. Vejamos, por exemplo o caso de árabes e judeus. Pode-se dizer que os judeus querem a guerra contra os árabes para ficarem com o seu petróleo pois sabemos que os grandes consumidores de petróleo são exatamente os povos que estão sob a influência de grupos judaicos ou são seus aliados. Porém, vejamos a questão por um outro ângulo. Apesar do estado de Israel estar rodeado de petróleo em terras árabes, Israel não produz uma gota sequer do ouro negro. Se Israel pretende ter o petróleo tomando-o dos árabes, gera-se uma contenta de difícil solução, como se geraria toda vez que alguém quer tomar pela força algo que outro possui. Porém se Israel aceita conviver pacificamente (não aparentemente, mas de fato) com o outro povo este irá observar que deve tratar bem seu maior cliente e que se o trata mal, se eleva o preço do petróleo a níveis abusivos, esse cliente (o mundo ocidental) tratará de buscar alternativas para sair dessa dependência (tal como já está acontecendo). Por outro lado, se existir equilíbrio de ambos os lados, todos irão lucrar e viver em paz e harmonia. Porém por quê isso não ocorre?
Tomemos três das principais religiões existentes hoje no mundo: cristãos, judeus e muçulmanos. Tais religiões, que contam com milhões de crentes, os levaram a professar conceitos que fomentam a intolerância. Umas dizem “Quem não está comigo está contra mim”, outra “Somos o povo escolhido de Deus”, e outra “Há que matar os infiéis”. Com tais pensamentos torna-se difícil conviver, não há disposição a tolerar o outro e os acordos não podem ser realizados. Por quê Israel não admite que árabes possam viver em seu território? E os árabes permitem e aceitam judeus nos deles? No mundo ocidental, também há muita intolerância mas a própria evolução histórica levou a que a mesma fosse contida.
Os peregrinos que chegaram à região onde é hoje os Estados Unidos, vindos da Europa, fugiam das perseguições religiosas daquele tempo, no continente europeu. Após se fixarem na Nova Inglaterra, estabeleceram algumas regras para que as colônias que se formaram não incorressem nos mesmos erros que os levaram a sair da Europa: No novo continente, todos poderiam professar o culto que quisessem, construir os templos que quisessem, porém antes de edificar um templo deveriam edificar pelo menos dez escolas (houve colônias em que o número de escolas deveria ser maior). Daí a enorme diferença entre o progresso alcançado pelos Estados Unidos e a América Latina onde ocorria o inverso (se edificavam primeiro os templos, depois, uma ou outra escola).
Essa experiência de tolerância trouxe um enorme êxito econômico e social ao país que se iniciava e penso que deve ser aperfeiçoada e aprofundada. Há alguns anos havia uma animosidade entre os alunos cristãos, judeus e muçulmanos nas escolas francesas (a França possui uma grande quantidade de muçulmanos devido a suas ex-colônias da África). Cada um comparecia à escola com seus respectivos símbolos: cruz, solidéu e burca (no caso das mulheres muçulmanas). O ministro da educação daquele tempo conseguiu que se aprovasse uma lei proibindo o uso desses símbolos e as escolas foram pacificadas.
Nas duas experiências relatadas observamos que quando se prioriza o conhecimento, os problemas vão sendo resolvidos e surge a disposição para tolerar as diferenças.
Outros exemplos de guerras temos entre a Irlanda protestante e a Irlanda católica, entre muçulmanos da Bósnia e povos da Sérvia, todas por motivação religiosa, de intolerância aos costumes e hábitos de cada povo.
Pensando nas conseqüências e horrores de uma guerra, que a cada dia conta com mais tecnologia para destruir, não vejo qualquer razão econômica que as justifique, senão o contrário. As economias marcham melhor quando há confiança, há cooperação, há nobres ideais.
Escrito por Fernando às 18h09
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Remédios
Quando fazia curso de Marketing havia alguns colegas que trabalhavam com vendas para laboratórios farmacêuticos importantes. Relatou-me um deles que uma das estratégias que o laboratório utilizava era a chamada “close follow up”, que consistia em acompanhar as receitas dos médicos que receitavam os produtos daquele laboratório, para saber quem eram eles. Até há pouco tempo isso era feito através de um pequeno programa que várias farmácias possuíam onde o comprador do remédio informava o CRM do médico que o havia receitado, permitindo sua identificação. Parece que tal sistema não funcionou muito bem, seja porque as farmácias não utilizavam tal programa devidamente, seja porque os próprios pacientes não levavam as recitas na hora da compra. O fato é que nos últimos tempos, os laboratórios passaram a fornecer, a cada médico, um número telefônico 0800-XXX-XXXX a ser passado para o paciente a fim de que o utilizasse quando fosse comprar o medicamento com o estímulo de ganhar um desconto. Dessa forma o laboratório conseguia saber com mais precisão que médicos receitavam seus remédios. Aquele médico que comprovadamente receitava remédios do laboratório que utiliza essa prática, ao final de um certo período, passa a contar com passagens gratuitas para ele e seus familiares em viagens a congressos (naturalmente que os familiares vão a passeio) entre diversos mimos que recebem.
Esse tipo de prática trás inúmeros riscos para a população pois é um incentivo a que o médico receite, não o melhor remédio para seu paciente nem aquele que apresenta a melhor relação custo/benefício, mas sim o que lhe renderá (ao médico) os melhores presentes e atenções dos laboratórios. Corre-se até o risco de algum médico estar receitado um produto desnecessário ou mesmo inadequado para garantir alguma cortesia. Para que isso acabe penso que é necessário uma atitude de reprovação por parte de toda a população, dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina e dos órgãos federais que se ocupam da vigilância da saúde e comercialização de remédios, utilizando para tal os meios já disponíveis e criando outros que se façam necessários, a fim de não permitir esses fatos. Uma forma de coibir tal prática é se fazer sorteios aleatórios algumas vezes por mês, em diferentes cidades do país, de CRMs de médicos que estejam clinicando naquele município e fazer uma cuidadosa inspeção das práticas utilizadas pelo mesmo. Caso se comprove que esteja distribuindo números 0800 ou outro recurso similar, a seus pacientes, de forma que o cliente, ao comprar um remédio, permita a identificação do médico que o receitou, o mesmo seria punido com pesadas multas o mesmo ocorrendo com o laboratório envolvido. Mediante a inspeção por amostragem, (o sorteio deveria ser público para evitar desconfianças que determinados médicos não são inspecionados – sorteio do município e do médico, definindo-se um total de inspeções que variaria de acordo com a população de cada estado) o custo pode ser adequado ao caixa disponível e seria um forte desestímulo para o que estiver fazendo uso desses meios incorretos.
Escrito por Fernando às 16h08
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Ano Novo de 2008
Começa mais um ano. Todos nós renovamos os propósitos de realizar mais do que conseguimos nos anos anteriores, fazemos planos traçamos estratégias, enfim, nos enchemos de estímulos com as novas possibilidades que a vida nos abre. Porém, é preciso saber conduzir esses propósitos a felizes realizações. Muitos dos planos realizados não chegam a culminar porque a mente se distrai com outros pensamentos e objetivos. Que nesse ano que se inicia não haja tantos objetivos a alcançar. Poucos e bem selecionados. Com isso a possibilidade de vê-los frutificar aumenta.
Fernando Kelles
Escrito por Fernando às 21h04
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Difusão
Domingo passado, durante um almoço em família, uma sobrinha relatou que estava fazendo uma pesquisa sobre a questão: “O Brasil foi descoberto pelos portugueses ou foi invadido por eles?” Em sua turma de escola havia dois grupos de alunos: os que advogavam pela tese da descoberta e o dos que consideravam ter havido uma invasão. Pensei um pouco e disse a ela que para mim o Brasil fora descoberto pelos europeus já que tudo que é desconhecido é como se não existisse e que a Europa não conhecia a existência do Brasil, pelo menos sua existência não fora avalizada por nenhum registro oficial. Porém, o fato mais importante, a meu ver, era se um povo tem o direito de ocupar terras já habitadas por outros, mesmo que primitivos. Caso isso estivesse correto então, países mais avançados poderiam se julgar no direito avanças sobre outros mais primitivos. Refletindo sobre a questão, tomando como ponto de partida, como sempre procuro fazer nesse “blog” , os ensinamentos do criador da Logosofia, dados de diferentes maneiras, fiz a seguinte reflexão: “Se um povo tem uma cultura superior a outro, que ocupa terras às quais acaba de chegar, deve aguardar o tempo que for necessário para que esse povo se dê conta das possibilidades que a nova cultura abre para ele. Não é necessário impor o que julga certo, senão evidenciá-lo na prática”. A superioridade da nova cultura irá sendo comprovada na medida que ela for sendo difundida entre a nova população. Até hoje, não é isso o que temos observado, senão a imposição das novas formas de entender as coisas. Isso ocorreu com Alexandre, o Grande, ao impor a cultura grega ao povo persa, com os romanos sobre os povos que dominava e recentemente, com alguns países impondo o que consideram correto como democracia ao instituir o voto como forma de praticá-la, mesmo que o voto de um ser culto ou de um homem de bem valha o mesmo que o de um bêbado ou de um malandro.
Hernán Cortês, ao chegar ao México, deparou-se com a magnífica cidade de Tenochtitlan, maior que a maioria das capitais européias da época, erguida sobre um pântano no vale onde hoje se situa a cidade do México, capital da república de mesmo nome, e em vez de difundir a cultura que trazia, dominou pela força aos Aztecas que lá habitavam, cometendo, ao massacrá-los aos milhões, um genocídio, embora houvesse sido bem recebido. Uma cultura superior não faz isso senão, usando a força da inteligência e da sensibilidade, acaba por se impor por seus méritos frente aos novos povos e os terá como aliados e não como inimigos.
Com essas reflexões, voltando ao caso brasileiro, penso que os portugueses, embora não hajam cometido genocídio similar, impuseram pela força de suas armas, sua cultura aos povos primitivos que aqui habitavam. Isso só revela que, embora tivessem uma cultura mais aprimorada, distava muito de ser uma cultura superior ao necessitarem de usar a força física para impor seus pensamentos. Sob este ponto de vista houve uma invasão, que não o seria se tivesse havido “difusão” de novos conceitos que superassem os já existentes, sem qualquer necessidade de imposição.
Penso que esse mesmo princípio se aplica a outras situações. Por exemplo, uma empresa que quer entrar em um mercado já ocupado por outras, deve difundir seu produto conquistando os clientes, pela bondade do mesmo, por ter uma relação custo/benefício mais favorável e não por formas truculentas, que podem dar resultado em um primeiro momento mas que não criam alicerces estáveis para que o produto se mantenha no mercado.
De igual modo alguém que entra em uma empresa onde já existem outros profissionais ocupando postos importantes, deve ascender através de meios corretos evidenciando seu valor para a empresa em vez de usar métodos escusos para solapar colegas e obter posições de destaque.
Também no meio familiar, aquele que tem mais conhecimento não impõe ao cônjuge ou aos filhos, suas posições senão que os conquista com o conhecimento e o coração.
Escrito por Fernando às 15h05
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Corrupção
Basta abrimos as páginas dos jornais para termos notícias quase diariamente de casos de corrupção. A ela ninguém parece imune, existe em todas as atividades humanas. Empreiteiros que oferecem propinas sobrefaturando obras, advogados que mentem, sabendo que o fazem, para defendendo interesses escusos de seus clientes, receber régios honorários; médicos que prescrevem medicamentos desnecessários e até mesmo inadequados para contarem com “presentes” de laboratórios, como viagens de férias para ele e sua família, e outras regalias; engenheiros que recebem agrados similares ao especificarem determinados produtos ou serviços, comerciantes e industriais que alteram a qualidade de seus produtos, sem informar adequadamente o público colocando em risco os que deles se utilizam; etc. Parece infindável a relação de situações onde a corrupção está presente.
Onde tem origem a corrupção?
Estamos em uma cultura que incentiva o hábito do perdão. Que as faltas devem ser perdoadas e inclusive “que mais vale um pecador que se arrepende que cem justos que não se arrependeram”. Bem, aí está uma causa da corrupção. Ao não se ensinar o ser humano a forma de proceder corretamente, incentivou-se o uso do perdão que estimula a repetição do erro. Quando a cultura em que vivemos for capaz de formar seres conscientes de seus deveres frente a si mesmo e à humanidade, quando se ensinar os corretos procederes, o ser humano não mais será “perdoado” (como se alguém tivesse poderes para tal) e saberá qual é a forma de se conduzir corretamente e também saberá que caso cometa algum erro, somente poderá redimi-lo realizando um bem que corresponda em magnitude ao erro cometido.
Escrito por Fernando às 19h27
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O projeto de lei de acesso à Internet
Tenho acompanhado pelos meios noticiosos os debates e sugestões com relação ao projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Azeredo para disciplinar o acesso à Internet e coibir crimes através dessa rede. Penso que essa lei, como de resto todas as demais estabelecem deveres, responsabilidades e direitos visando oferecer segurança e benefícios à população em geral. Tudo está regido por leis, o mundo físico com as famosas Lei da Gravitação Universal, Leis de Mecânica; Leis da Aerodinâmica; Leis do Eletromagnetismo; etc. que regulam toda a vida universal em sua face física (a vida mineral, biológica tanto vegetal, animal quanto hominal, os sem-número de sistemas físicos responsáveis pelo equilíbrio do nosso planeta e do Cosmos) e o mundo metafísico com as diversas Leis Universais que regem e equilibram toda a Criação como a Lei de Evolução; a Lei de Correspondência; a Lei de Caridade; a Lei de Herança; a Lei do Afeto; a Lei do Tempo; a Lei do Silêncio; a Lei de Analogia; a Lei do Movimento; etc. Tais Leis são expressam da vontade do Criador e o homem deve tratar de conhecê-las para bem cumprir os seus mandatos e não infringi-las. No campo do Direito a humanidade estabeleceu leis, inspiradas nas leis universais citadas anteriormente, para organizar a vida entre todos e definir as responsabilidades pelos atos individuais.
Pelo que pude conhecer do projeto de lei em questão, pretende-se que cada cidadão, ao acessar à Internet identifique-se claramente a fim de se definir o responsável por aquela seção de utilização da rede. Penso que esse é um objetivo nobre e que, embora exija dos provedores mais trabalho e dificulte em parte o acesso à rede, todos ganhamos em segurança e no uso responsável desse tremendo recurso que é a Internet.
Penso que efetuar esse registro não é algo difícil, desde que cada cidadão que queira acessar tal rede cadastre-se junto a uma entidade nacional e receba uma senha que será solicitada pelo provedor quando for fazer uso da rede. Aqui quero fazer uma sugestão: Penso que para simples consulta à rede (download), sem envio de informações para a mesma (upload), não deve haver necessidade de um cadastramento. Porém, toda vez que o usuário quiser enviar informações para a rede, disponibilizando-a para outros usuários como no caso de blogs, sites de relacionamento; salas de bate-papo; e-mails, etc. , aí sim, será necessário uma senha que obrigue a quem está fazendo uso da rede a ser responsável pelo que disponibiliza para outros.
Penso que assim estaríamos facilitando as consultas (para as quais não se exigiria qualquer identificação) e evitando o anonimato da livre expressão do pensamento, como aliás, é um requisito constitucional.
Escrito por Fernando às 18h34
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Vôo GOL 1907
Desde a fatídico acidente com o vôo 1907 da Gol,ocorrido em 29 de setembro último, tenho estado acompanhando as notícias divuldadas pela mídia. Dei-me conta do jôgo de interesses envolvido, da dificuldade em se apontar os responsáveis, mas sobretudo chama-me atenção a falta de informações sobre algo que reputo chave para se evitar novos acidentes desse tipo. Não seria o caso de se estabelecer, com rigor, que todo vôo de uma latitude mais ao sul para outra mais ao norte, não deveria ser em uma altitude par (em pés, como 36000, 38000, 40000, etc.) e os vôos de latitudes mais ao norte para outras mais ao sul em altitudes ímpares? Com essa simples regra seriam evitados conflitos de liberação como os que parecem haver ocorrido quando se liberou o Legacy para voar de São José dos Campos até Manaus na altitude de 37000 pés, a mesma em que a aeronave da Gol voava de Manaus para Brasília, o que foi uma das razões do choque.
Por outro lado, os aviões estavam equipados com dispositivos que evitam colisões com outros aviões, porém que só funcionam adequadamente se os "transponders" dos aviões, em rota de colisão, estiverem funcionando. Em primeiro lugar me parece que um equipamento que depende do de outra aeronave estar adequadamente funcionando já possui uma limitação intrínseca, pois fica-se na dependência das decisões da tripulação da outra aeronave além do funcionamento correto de seus sistemas. Parece-me razoável, nesses casos, que independentemente das decisões de outra aeronave, que esse radar, retire o avião da rota de colisão independentemente da altitude, afastando lateralmente a direção de vôo, mesmo que não se tenha a altitude correta. Com isso se evita tragédias como a ocorrida.
Outro ponto obscuro é que li na Folha de São Paulo que transponders do tipo existente no Legacy estavam apresentando problemas quando passavam de uma área monitorada por um Centro de Controle Aéreo para outra, tal como estava ocorrendo no vôo 1907. Esse fato foi noticiado por controladores europeus que observaram que na ocorrência de situações similares à mencionada, os aviões desapareciam das telas dos radares e depois retornavam. Foi inclusive noticiado que em 2004 a comunidade européia teria notificado as empresas que usam tais equipamentos que o substituíssem até uma determinada data em 2005 a fim de serem autorizadas a voar nos céus da Europa.
Essas são algumas sugestões e questionamentos para tal ocorrência, para a qual todos que
tomamos conhecimento da mesma, devemos envidar os melhores esforços para que não se repitam.
Fernando Ferreira Kelles
Escrito por Fernando às 16h09
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Aposentadoria II
Conversando com muitos amigos que desfrutam de régias aposentadorias públicas, ao alertar-lhes que a continuarmos com os déficits atuais talvez nossos netos não tenham como aposentar, geralmente dizem: "O problema é a corrupção. Acabe-se com a corrupção e não haverá mais déficits”. Sem dúvida a corrupção agrava o problema, porém não é sua causa. Na década de 1950 a 1960 o mundo convivia com altas taxas de natalidade sendo a fecundidade em torno de 6 filhos por mulher em idade fértil. Esse foi o tempo do chamado "baby-boom" nos Estados Unidos. Nessa época os homens trabalhavam para por dinheiro em casa para suas esposas e donas de casa criarem a extensa prole. No início da década que vai de 1960 a 1970, surge a pílula anticoncepcional e aí, silenciosamente, começa se operar uma grande transformação, invisível nos primeiros anos, porém claramente visível nos seguintes. A fecundidade caiu de 6 para 2,4 filhos por mulher em idade fértil no Brasil. Na Alemanha e Itália a situação atual é de 1,4 e 1,1 respectivamente. Com essas taxas a população não se repõe e está em franca diminuição. No Brasil ainda não há redução populacional, embora estejamos caminhando para tal. Tecnicamente nossa população é estável. Já se foi o tempo em que tínhamos uma verdadeira pirâmide populacional onde a maior faixa etária era a população de até 5 anos de idade. Essa pirâmide virou um garrafão onde as faixas etárias até 30 anos eram de tamanho similar até a situação atual onde a maior faixa etária está entre 20 e 25 anos e as faixas etárias das idades menores apresentam menores percentuais da população. Embora acima dos 30 anos as faixas etárias tendam a cair, caem menos do que o faziam antes, pois as taxas de mortalidade também diminuíram e como a geração do "baby-boom" começa a se aposentar, nos vemos diante da situação de termos crescente número de aposentados com expectativas de vida crescentes, devido aos avanços médicos e sanitários, e uma população economicamente ativa em redução. Até que a geração "baby-boom" tenha morrido a Previdência enfrentará o problema de buscar formas novas e inteligentes de poder sustentar os que se aposentam antes que haja uma quebra geral dos sistemas previdenciários, impedindo que as gerações do futuro possam aposentar-se. Para tal as gerações do presente devem pensar generosamente deixando um pouco seus interesses pessoais, situando-se fora do problema, para contemplar e encontrar as soluções que nossos corações querem para os que nos sucedam.
Escrito por Fernando às 14h10
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Aposentadoria
Ontem, pude tomar contato com alguns dados liberados pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas) sobre a situação das aposentadorias no Brasil, onde se revela que quase metade dos benefícios pagos em aposentadoria no Brasil é para pessoas de até 60 anos de idade, embora esse contingente seja apenas 37,9% dos aposentados. Isso mostra que o sistema previdenciário brasileiro está gastando muito com pessoas que não são seu público alvo principal, pois poderiam estar trabalhando e contribuindo para o sistema, em vez de usufruir do mesmo. Também é revelado que este ano o déficit do sistema (valores arrecadados menos valores pagos como benefício) superará a cifra de R$ 45 bilhões. Tudo isso nos demonstra a necessidade urgente de uma reforma previdenciária que embora tentada diversas vezes não conseguiu resolver os problemas apontados.
Todavia esses não são os únicos problemas. A aposentadoria conforme existe hoje em quase todos os países ocorre de forma abrupta. A partir de uma determinada idade e situação o indivíduo pára de trabalhar e começa a etapa de aposentado. Não há um período intermediário onde o mesmo possa ir preparando-se para essa condição. González Pecotche (Raumsol), criador da Logosofia, propõe que a aposentadoria deveria ser gradual. Após completados quantos anos de trabalho, teria sua jornada diária reduzida em uma hora a cada ano, até que pudesse trabalhar apenas metade da jornada integral de trabalho. Com isso teria a aposentadoria por metade do tempo e receberia como empregado e pagaria para o sistema pela outra metade do tempo. Ninguém consideraria ruim trabalhar meio horário já que a atividade sempre é benéfica para o ser humano. No outro horário que sobra poderia ir preparando alguma outra atividade eventualmente até alguma iniciativa privada que o transformaria de empregado em empregador. Também não haveria a transição brusca que há hoje onde o ser perde seus amigos de trabalho, não utiliza mais inúmeros conhecimentos que tem e perde a oportunidade de auxiliar a colegas que recém se iniciam na atividade onde ele já é um perito. Hoje, perde-se essa experiência. Seres, que muitas vezes estão no ápice de sua capacidade produtiva pelo conhecimento acumulado, vêem-se desvalorizados e desmotivados, sendo encaminhados para uma velhice improdutiva, quando poderiam estar sendo úteis a muitos e deixando de ser um peso morto para o país. Fica pois a sugestão para que a aposentadoria passe a ser gradual. Isso poderia ser inclusive opcional para evitar que haja qualquer resistência à idéia. Digamos que poderíamos estabelecer a idade de 30 anos de trabalho cumpridos como a idade básica para que a aposentadoria possa ser gradualmente oferecida. Com isso muitas empresas que hoje não querem ter empregados mais idosos iriam se ver motivadas a fazê-lo já que pagariam menos por esses empregados e poderiam observar que um indivíduo, com conhecimentos, pode realizar em um tempo muito menor e de forma mais confiável, uma tarefa que um insipiente gastaria muito mais tempo.
O governo tem aventado a idéia de elevar a idade de aposentadoria como forma de diminuir o déficit previdenciário. Isso pode ser uma solução no setor público, porém o setor privado tem adotado a prática de não manter em seu quadro pessoas com idades superiores a 50 anos. Os motivos são vários entre eles a maior dificuldade de adaptação a novas formas de trabalho por parte das pessoas mais velhas, maior predisposição a doenças, perda de atributos físicos que tornam a pessoa atraente ao público em geral e, sobretudo a falta de garra para provar aos demais do que é capaz de fazer e alcançar maiores níveis no mercado de trabalho. Com isso, muitos colegas que tive foram dispensados em torno dos 50 anos e não puderam aposentar-se pois ainda não tinham tempo de contribuição para tal. Se, além do tempo de contribuição existir uma idade mínima que se pretende que seja em torno dos 65 anos para homens e talvez 60 para mulheres, tal problema irá agravar-se no setor privado. Penso que o governo, concomitantemente com essa idéia, deve criar estímulos para que as empresas conservem seus empregados após completarem 50 anos. Uma das formas é a apresentada acima, de aposentadoria gradual, onde o custo para que a empresa mantenha o funcionário é diminuído proporcionalmente ao número de horas que ele trabalha. Também diminui a necessidade de que a aposentadoria seja dada integralmente e poderíamos ter seres com 70 anos trabalhando meio expediente, pagando contribuições à Previdência sobre o mesmo e recebendo aposentadoria sobre a outra metade do horário de trabalho, em que efetivamente estaria aposentado.
Outra distorção que, ao ser corrigida, reduz o déficit do sistema é a de que quando um aposentado por tempo integral volte a trabalhar seja reduzido seu benefício de aposentado, no valor correspondente ao que recebe de salário do trabalho (já descontadas as contribuições de imposto de renda e previdenciária). Desde que o indivíduo está inserido no mercado de trabalho, deve contribuir para o sistema previdenciário como fazem os demais, pois conta com o amparo do trabalho e seguramente possui parentes amigos e vinculações a quem deve ajudar com o que consiga produzir.
Penso que há muito que fazer nessa área. Essas são algumas idéias que podem auxiliar aos que se ocupam de como corrigir as distorções hoje verificadas. Uma delas, que deve ser objeto de muita análise é a enorme diferença de critérios entre os que se aposentam pelo setor público e os que se aposentam pelo setor privado. Há diferenças de toda ordem: tempo de contribuição; contribuição por parte do empregador público e privado; privilégios diversos, o que faz dessa matéria um nó que deve ir sendo desatado com muito cuidado.
"Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes que a nossa, será o prêmio maior a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor". (Raumsol)
Escrito por Fernando às 14h08
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Desarmamento Inteligente
Eu não tenho podido me dedicar muito a participar dos intercâmbios e debates sobre desarmamento. O que fiz foi criar uma comunidade no Orkut “Desarmamento Inteligente” que pode ser facilmente acessada em minha página (Fernando Kelles) desse programa.
Há uma tendência geral de se considerar que a paz é feita com posições débeis, com palavras macias e que não devamos enfrentar energicamente aos que de pensamento e de fato nos queiram ameaçar. Isso sempre foi muito conveniente para os ditadores e falsos pacifistas. Aquele monstro que dirigiu a Alemanha facista dizia não ser favorável à guerra e sim que os países como a França simplesmente cedessem a suas exigências. Tal a desfaçatez desses seres!
Para os criminosos jamais interessou se a lei permite ou proíbe o que quer que seja. Aliás, eles preferem que proíba. Senão, verifique-se se algum bicheiro é favorável a que o jogo de bicho seja legalizado no país. Isso eles não querem pois teriam milhares de concorrentes legais para seu negócio, que deixaria de ser lucrativo. O mesmo ocorre com os perueiros e todos os que praticam conhecidas contravenções. Nos Estados Unidos a experiência da Lei Seca é lapidar. Basta irmos recolhendo exemplos como esses que concluiremos que não é uma lei proibindo a venda de armas e munições que diminuirá os crimes com armas no Brasil. Além do estímulo ao contrabando o cidadão honesto, o que não quer atuar em desacordo com a Lei, esse sim, se verá indefeso, exposto às armas dos malfeitores que nunca deixarão de usá-las e estarão agradecidos aos imbecis que propõe uma idéia tão descabelada. Esses são os mesmos que querem que os países se desarmem deixando de cuidar da defesa da Nação e expondo-a a toda sorte de pensamentos daninhos. Sim, sou favorável ao desarmamento, porém, ao verdadeiro desarmamento, o que começa na mente humana. Enquanto existirem seres com intenção assassina, com pensamentos de violência, temos o dever de nos armar para defender a nós mesmos e a nossas famílias, assim como os governantes conscientes têm o dever de armar o país para defendê-lo de ameaças e ataques que provenham daqueles que pretendem impor pela força seus pervertidos pensamentos.
Alguém poderá alegar que as armas podem ser mal usadas por quem possua uma em sua casa. Sim, isso é verdade. Por isso há que tomar todos os cuidados. Não expô-las ao alcance de crianças e de quem quer que esteja em algum desequilíbrio emocional. Deve-se exigir um curso de tiro para quem queira ter um porte de arma, enfim há muitas medidas inteligentes que se podem tomar. Isso ocorre com muitas coisas na vida. Por exemplo, dirigir automóvel é algo extremamente perigoso. O automóvel pode ser mais daninho que uma arma de fogo. Porém não é porque existem motoristas ineptos e inconscientes, que devamos parar de comercializar os automóveis ou impedir que o homem de bem os adquira. Da mesma maneira, embora tardiamente, os Estados Unidos se convenceram de que não é porque existam bêbados que deviam parar de fabricar o vinho. Isso custou a perda de inúmeras vinhas naquele país, que até hoje não recuperou a posição que chegou a ocupar como produtor de vinho.
Tenho lido e ouvido, muitas reflexões interessantes sobre esse assunto. Por exemplo, o Brasil que possui vastas áreas rurais, com inúmeras fazendas, pretende que tais fazendeiros permaneçam desarmados em suas fazendas? Ou vai transformá-los todos, em foras-da-lei? Porque seria uma insensatez, um fazendeiro, em pleno sertão ignoto, permanecer lá desarmado, a mercê de feras sejam elas animais ou humanos.
Penso que a realidade será mais eloqüente que o referendo. Não importa qual seja o resultado do mesmo. A sensatez acabará por prevalecer nem que seja a custa de dor, sofrimento e perda de dinheiro.
Fernando
Escrito por Fernando às 10h15
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Reforma Eleitoral
Nas últimas semanas o país foi varrido por uma série de denúncias de corrupção que parecem não mais ter fim. Nos tempos de Fernando Collor, quando semelhantes denúncias apareciam, chegou-se a falar que quando Collor fosse cassado, o país seria outro, tudo mudaria. Vemos que as coisas não são tão fáceis assim. Aliás, se o problema estivesse em um ou alguns homens, tudo seria bem mais fácil de corrigir. Bastaria substituí-los. O que passa é que o problema está na cultura vigente, nos conceitos vigentes, que levaram à desorientação do ser humano. Então, a reforma que de fato necessitamos é a reforma interna do ser humano que a Logosofia, possibilita mediante a realização do Processo de Evolução Consciente. Apesar da verdadeira solução ser essa realização interna, pode-se fazer no campo do governo, alguns aperfeiçoamentos que virão facilitar muitas dificudades atuais. Por exemplo: Hoje, com a Internet, não há mais necessidade de mantermos a filiação a partidos para que os candidatos possam ser votados e eleitos. Isso podia ser necessário quando ficava muito caro a divulgação dos candidatos existentes. Com o avanço da Internet pode-se proceder de forma muito mais simples. Os Tribunais Regionais Eleitorais poderiam manter sites na Internet que acolhessem páginas como a desse blog, por exemplo, onde cada candidato que fosse registrado para algum cargo eletivo pudesse se apresentar, seu currículo, esclarecer temas com a população, enfim, divulgar suas idéias de forma ampla e barata. Temos visto que os partidos políticos prestam-se sobretudo para acobertar interesses pessoais. Não respodem mais a uma necessidade da Democracia e sim a uma necessidade dos que querem beneficiar-se com acordos e conchavos que beneficiam sempre a uns poucos. Penso que haveremos de chegar lá.
Fernando Kelles
Escrito por Fernando às 06h36
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DEMOCRACIA INTEGRAL
Acabamos de presenciar esse episódio da eleição do presidente da Câmara dos Deputados. Chama atenção como membros de um mesmo partido travam luta encarniçada por tal cargo. O que está em jogo são interesses pessoais. Poucos são os que naquele órgão estão preocupados com a pátria. Parece-me muito maior a preocupação pela "prata". Aliás, qual a finalidade dos partidos políticos? Pode ser que num passado tais agremiações fossem necessárias para apresentar aos eleitores os possíveis candidatos. Hoje, em plena era da Internet, os tribunais eleitorais poderim ter páginas na Internet onde todo cidadão que se interesse em ser candidato a algum cargo eletivo, pudesse cadastrar seu nome e ali mesmo expor seu currículo, suas referências, suas idéias e seu plano de trabalho. Seria algo semelhante aos "blogs" com os quais tão costumados estamos. Tudo muito simples, barato e acessível. Para permitir que toda a população tome contato com tal site, poderiam ser instalados em locais extratégicos, terminais de acesso com possibilidade de consulta para todos. Não se justifica mais a existência de partidos políticos, onde apenas aqueles comprometidos com os interesses dos que dirigem tais partidos, podem participar, ser candidatos e receber recursos monumentais para serem eleitos. Seria a "DEMOCRACIA INTEGRAL". Todos poderiam integrar a democracia como elegíveis e não apenas alguns afilhados dos poderosos. Algum dia haveremos de chegar lá.
Escrito por Fernando às 08h52
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Recordando meu pai
Há 84 anos nascia meu pai, que foi para mim uma fonte de grandes exemplos de homem de bem. A ele devo muito do que sou. Foi-se deste mundo com a maioria dos filhos em plena adolescência. Deixou porém muitos exemplos e amigos que foram todo um amparo para muitos de meus irmãos. Entre seus exemplos sobressai o seu carinho com os filhos, com a esposa, o cuidado com a manutenção do lar e sobretudo sua vontade em aprender, em ouvir o que outros tinham a ensinar e também sua conversa sempre agradável, com aqueles que o procuravam. Seu exemplo estará sempre presente na recordação daqueles que deixou neste mundo. Que essa recordação, em homenagem de gratidão ao bem que dele recebi, chegue até seu espírito, que em outras esferas, seguirá cumprindo as etapas que lhe sejam assinaladas pelas Leis de quem criou o Universo.
Fernando
Escrito por Fernando às 20h19
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11 de Agosto
No dia 11 de Agosto passado, comemorou-se os 74 anos da Logosofia, ciência criada por González Pecotche, também conhecido por Raumsol, que está edificando uma Nova Cultura, sob bases conscientes. A Logosofia deu início à Era da Evolução Consciente para que cada ser humano seja consciente do que faz, do que pensa, do que sente e não seja mais manipulado pelos que comandam as crenças sejam elas, religiosas, políticas, ideológicas ou de qualquer outro tipo. Desde os meus 18 anos a Logosofia tem amparado minha vida, e me aclarado fatos e situações que de outra maneira gastaria muitas centenas de anos para saber e possivelmente não viesse a saber nunca. Graças à Logosofia, muitos dos ideias de minha juventude, seguem vivendo comigo, ou melhor, tenho conseguido pô-los em prática ao invés de deixá-los morrer quando surgem as necessidades da vida, por não saber compatibilizar o que se quer com a vida que se vive, como ocorre com muitos. Essa é uma evidência a mais de que a Logosofia não é apenas mais uma teoria, e sim uma ciência viva, criada para o homem de hoje e do futuro, que atenda as necessidades da vida atual e futura.
Todos aqueles que queiram conhecer essa ciência, podem entrar em contato com a Fundação Raumsólica de Logosofia e solicitar a inscrição em um Curso de Informação, inteiramente gratuito, e oferecido àqueles seres que queiram de fato reformular suas vidas sobre novas bases e erigir um futuro verdadeiramente promissor.
Fundação Raumsólica de Logosofia
31-3444-6280
Rua Dona Leonídia Leite, 28 - Floresta
Belo Horizonte.
Escrito por Fernando às 20h13
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O Capital não Existe I
De tempos em tempos pode-se observar um antagonismo entre empregados e patrões. Enquanto aos primeiros os sindicatos chamam de "trabalhadores", aos segundos costumam chamar de "capitalistas", ou os que detêm o capital. A impressão que se pretende passar é que os primeiros trabalham e os segundos exploram os que trabalham. Mas o que é o capital: não é o fruto do trabalho de alguém que economizou e com isso conseguiu recursos para investir? Visto por essa óptica o "capital" não existe pois também é trabalho, só que trabalho convertido em poupança, ou seja o que há na realidade é trabalho, trabalho de diferentes níveis, que quando economiza o rendimento, converte-se em recurso para criar empresas que irão dar trabalho a outros tantos. A propósito deste tema González Pecotche em um artigo "O Capital não Existe" se expressa:
"Um dos problemas que mais se acentuaram neste século, e que tem sido motivo de grandes preocupações para os governos de todos os países do mundo, é o suscitado pela constante desinteligência entre o capital e o trabalho. Seria mais exato dizer -porque, a rigor da verdade, isto é o que acontece- que existe uma animosidade crônica e um constante estado de sublevação mental nas massas operárias, que representam o trabalho, contra os chamados patrões, que comumente se designam com o nome de capital."
"Para aquelas, é crença feita carne que elas representam o trabalho e são exploradas pelos que manejam o capital. E de tal crença parte o erro que dá base a todos os conflitos que se suscitam na engrenagem das finanças e das economias, na qual entram em jogo os interesses de uns e outros."
"Pareceria incrível que legisladores e homens habituados ao trato das questões sociais e, particularmente, a elucidar temas relacionados com as situações trabalhistas e os desdobramentos do capital, não hajam podido focalizar este problemas em seu aspecto essencial, discriminando, para o melhor e mais claro entendimento de todos, o que significa ou deve significar cada atividade humana e como deve ser julgada na estimação de sua compensação."
"Analisando as perspectivas que cada homem, de seu posto de trabalho e de luta, nos oferece, tem-se de chegar à conclusão de que o capital, como tal, não existe e que, em vez disso, temos em sua substituição o que poderíamos denominar trabalho superior. O que anteriormente se chamava trabalho deve denominar-se trabalho inferior."
"Vejamos, agora, o estudo que ilustrará o leitor sobre a razão pela qual fundamos esta apreciação."
"Comecemos por deixar bem estabelecido que, não sendo vedado a ninguém poder ser ou ter o que são ou têm aqueles que pareciam ser os mais afortunados, fica de fato o caminho livre para as aspirações de todos. Entretanto, tenhamos aqui presente que, embora a mente de cada ser humano tenha sido feita sem variações, o que significa que todas foram dotadas de idêntico mecanismo, no correr do tempo, enquanto as mentes de uns foram evoluindo desde os primitivos estados da espécie hominal até alcançarem depois, pelo cultivo da inteligência e da educação que se foi acentuando de geração em geração, as mais proeminentes colocações no seio da sociedade humana, as de outros, que no fim das contas foram a maioria, se atrasaram a tal ponto, que, confrontados dois homens correspondentes a cada uma destas posições descritas, dariam a impressão de que um, aquele cuja mente se encontra em melhores condições e, até se diria, sincronizada com o ritmo do progresso, vivesse em nossa época, ou seja, nos anos que estamos vivendo, ocorrendo que o outro, a julgar por sua incapacidade e inferioridade de condições intelectuais, estaria vivendo ainda nos séculos passados ou, pelo menos, com muito atraso em comparação com o outro."
"Não obstante, cada um em sua esfera de ação obtém o que lhe é dado obter conforme suas aptidões e o comportamento que observa no ambiente de suas atividades e da necessária convivência social."
"Os que se encontram em inferioridade de condições pelas razões expostas, de cuja situação não se pode admitir que se culpe aos que os avantajam, formam as legiões de trabalhadores rudes que aplicam no desempenho de suas ocupações, o mínimo de inteligência, pois para facilitar-lhes essas tarefas, os de maior capacidade põem sua inteligência a serviço do aperfeiçoamento dos mecanismos que logo hão de mover quase automaticamente os braços daqueles."
"Este trabalho inferior, que corresponde aos chamados operários e empregados de rotina, é compensado na medida do que cada um produz como esforço pessoal (entenda-se bem isto porque tem para o que estamos tratando uma importância capital), pois não se pode estimar de acordo com o resultado produzido, já que este é conseqüência do produto, da inteligência posta a serviço do operário para que este possa desempenhar-se em suas funções de tal."
"O trabalho superior, o que responde à inteligência, é o dos operários que sem ostentação do suor de suas frontes e sem esconder sob seus olhares um ressentimento injusto, como se adverte nas classes operárias, trabalham sem descanso, sem medir as horas e consagrados inteiramente às tarefas a que se dedicam. Estes são os que multiplicam o rendimento da mão de obra e os que sabem administrar o produto desse trabalho convertido em capital, fazendo que este aumente progressivamente até cifras imponentes."
"Não há que esquecer aqui, que o operário de alta categoria, como seria o compreendido nesta última menção, é o chamado patrão, incluindo também a administradores, gerentes e altos chefes do comércio e da indústria, cada um, naturalmente, situado em sua escala e importância respectiva, conforme as responsabilidades que assume nos postos diretivos."
"O capital em si, visto desde a realidade que enfocamos, não existe, pois é só o nome que toma o produto do trabalho da categoria de operários que acabamos de mencionar. Insistimos na palavra operário, porque as massas proletárias só admitem ser elas as únicas que podem ostentar esse nome e representar o trabalho; e não é o proletariado o único que tem essa crença; os legisladores, homens de governo, políticos, etc., o admitem também, e, em geral, é de aceitação comum tal designação. Porém é porque a ninguém ocorreu pensar que só existe o trabalho como fato certo e que este se divide em duas partes: o superior, que tomou o nome de capital, e o inferior, ao que erroneamente se lhe deu a denominação de trabalho, em forma global."
"Se os homens capacitados se detivessem a julgar esta verdade que estamos pondo de manifesto, imediatamente estariam de acordo em que o único labor digno de estimar-se, segundo a aceitação corrente, é o do trabalho inferior, o do obreiro que efetua tarefas rudes, e que as faz porque não está capacitado para empreender trabalhos de índole superior, e, em troca, deixa de estimar-se como trabalho o que realiza a classe superior de operários, que usa em proporções máximas a inteligência em vez de utilizar, como no caso do operário comum, os braços, cuja ação é mecânica e sempre dirigida pela inteligência dos outros."
Escrito por Fernando às 12h19
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